Presépio Duriense
Notícia publicada na Real Gazeta Invicta, a 2 de dezembro de 1920
Não é a triste – ainda que justificada – guerra que assombra o nosso Reino impedimento às celebrações condignas do nascimento de Nosso Senhor feito carne. Neste ano de 1920, é com alegria e encanto que vemos florescer a criatividade entre os campos da tecnologia. Tão originais quanto durienses, são os presépios em barro vermelho que têm causado o furor entre as melhores famílias da sociedade, e o desejo entre aqueles que ainda não tiveram oportunidade de obter um exemplar. Que boa bonança simbolizará o nascimento do Redentor assente num barco rabelo? Que estética, que patriotismo, que devoção, é a de ver S. José e Nossa Senhora, de Menino ao colo, rodeados pelas parras que marcam os nosso vinhedos, quando não das próprias uvas?
Um bem-haja a Alexandre Olaria, o afamado artesão que, uma vez mais, provou estar o seu ofício acima do dos demais.
@Inês Montenegro
Inspirado na arte de Alexandre Fandino (Olaria em Artes). A obra é ficcional e não expressa qualquer opinião do artista.
Inspired by the art of Alexandre Fandino (Olaria em Artes). This is a ficitonal work and does not express any opinion of the artist.
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